Lorotas Verídicas

Confissões de uma mente que não mente...

"O amor é filme..
eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
eu sei por que sei muito bem como a cor da manhã fica
dá felicidade, dá dúvida, dor de barriga
é drama, aventura, mentira, comedia romântica"
 

Ela estava novamente com aquele sorriso no rosto. Não se sentia mais sozinha, carregava em seu peito um sentimento que há muito não tinha. Por um tempo ela relutou; lembrou de quando se entregou a esse mesmo homem e foi, sem explicação plausível, trocada assim, do dia para noite. Tinha medo que o fato ocorresse mais uma vez e tentou não se envolver. Não da forma que está acostumada, já que, quando encontra um amor, se entrega por inteiro. Cautela, muita cautela.

Promessas, palavras doces, mesmo que distantes a fizeram sonhar com um relacionamento mais estável, já que os anteriores a fizeram sofrer e desacreditar em palavras de carinho e nas tais promessas. A única coisa que ela queria era certeza. Certeza de que não passaria por todas aquelas situações novamente. De que poderia ser feliz por muito tempo e não mais por dois ou três meses. Queria ter a certeza de que podia dormir tranquila, pois no outro dia a pessoa amada ainda estaria lá, lhe dizendo coisas doces e pensando no futuro ao seu lado. Um futuro sem data para terminar; um futuro que seria aguardado pelos dois e determinado pelos dois.

O tempo, não muito, talvez um mês e meio, passou. Tempo suficiente para ela perceber que estava diante de uma situação real, de um sentimento real. E não tinha mais jeito, já era dele. Seu carinho, seus abraços, seus beijos, seu amor. Mas algo ainda travava certas atitudes e palavras. Não perdera a cautela. E decidiu seguir assim, prestando atenção a possíveis sinais e, de uma forma até um pouco egoísta, em seu sexto sentido. Precisava agir dessa forma para não passar por mais uma desilusão. Essa era a única forma de se proteger. Queria se sentir segura o suficiente para não pensar em traições e mentiras.

Hoje ela se sente mais amada, mas ainda assim tem medo. Talvez pelos traumas de relacionamentos anteriores, fatos que marcam por toda a vida. Porém ela segue em frente. Está mais confiante em si e espera ser tratada com o mesmo respeito e dedicação que ela oferece ao seu amado. Como toda boa pisciana, espera mais, um pouco mais, de declarações, demonstrações de afeto e, por que não, de provas. Ela sabe que são coisas simples, bobas. Um recado, uma frase, uma mensagem, um convite. Mas o que ele não sabe é que isso irá deixá-la mais segura. Talvez um dia ele perceba isso. Para ela, pequenas coisas são essenciais, como a frase "te levo pro cinema", que a fez transbordar de alegria.

Ela ainda teme que ele tenha algum resquício de sentimento anterior. Claro, entende perfeitamente o quanto é difícil abandonar o que pensava ser eterno; ela já passou por isso e se lembra muito bem. Entretanto, ela reza para que não exista nem um só grão de areia velho dentro dele e sim um mar de esperança e amor que ela agora cultiva com empenho.

A certeza que ela tem? Que está sim, amando.

* A citação no início do texto é parte da música "O amor é filme", da banda Cordel do Fogo Encantado.

28.10.09

Bola fora

Antes de passar uma cantada em alguém, é preciso observar algumas coisas, como no exemplo abaixo:

Conversa entre um homem (moreno, não chega a ser negro) e uma mulher (loira) na sala:

Homem: _ Ah! Pode falar que você me acha lindo...
Mulher: _ Hahahahah! (riso sem graça)
Homem: _ Eu sei que toda loira é chegada em um negão!
Mulher: _ Então, eu não sou loira natural...!
Homem: (deixa a sala)

Obs: Sim, isso realmente aconteceu. Comigo.

Natal vem ai (coisa de dois meses) e os lançamentos de brinquedos eletrônicos começam a aparecer nas prateleiras. Boneca que canta, dança, fala, come, faz xixi e lava roupa; videogames com jogos em 3D, volante, cinco marchas, metralhadora, espada ninja, acesso à internet e cafeteira. Se analisarmos, as opções não são muitas, mas as funcionalidades aumentam e, consequentemente, o valor que os pais precisam pagar para agradar sua querida criança.

Não, esse post não vai falar de novas tecnologias e, sim, voltar no tempo, quando uma boneca de pano e minigame com jogo da cobrinha e tetris eram suficientes para fazer a alegria reinar.

Dia 25 de dezembro era sempre a mesma coisa: inúmeras caixas de brinquedos do lado de fora para o lixeiro recolher. E lá dentro, várias crianças se divertindo com seus presentes, inventando histórias, viajando em personagens e, sobretudo, aprendendo algo realmente novo e útil. E agora? As caixas servem para conservar os presentes que, por custarem muito, precisam de um cuidado maior. E também por durarem menos.

Já no dia seguinte, os pequenos recebiam o aval dos pais para levarem seus brinquedos novos na casa dos colegas ou mesmo para juntar a meninada na rua e aproveitarem juntos. E hoje? Eles sentam à frente do computador e conversam com pessoas muitas vezes desconhecidas. Sim, é bom conhecer pessoas novas. Entretanto, a infância está sendo deixada de lado. Estou falando de crianças de, no máximo, 11 anos. Crianças que não sabem o que é jogar bolinha de gude ou pular elástico, mas sabem espionar a vida dos outros através de redes sociais. Não colocam um short velho e uma camiseta surrada para jogar queimada, mas se produzem para postar fotos no Orkut como se pertencessem a algum tipo de gangue.

Essa discussão, acredito eu, será eterna, todavia, necessária. Acredito que, a infância que pessoas da minha idade (e olha que já existia Mega Drive, mas a gente não deixava de ter um vida "agitada") tiveram, não volta mais. Assim como a dos nossos pais, ficou perdida devido à indústria, que tira o prazer de sentar no chão e montar uma casa da Barbie ou um campo de batalha com Comandos em Ação. Não, não estou criticando a indústria e nem fazendo propaganda de sabão em pó.

E as canções? Difícil encontrar uma criança que saiba cantar Cai Cai Balão. Nós tínhamos como ídolos pessoas que falavam diretamente para as crianças. Xuxa, Fofão, Turma do Balão Mágico, entre outros. Hoje as crianças ouvem Kelly Key (aquela que canta: A gente sai escondido/ pra beijar na boca/ e fazer amor) e cantarolam funk no caminho para a escola.

--> O título do post foi tirado da música Saiba, da Adriana Calcanhoto. A canção está no álbum Adriana Partimpim, que contem músicas realmente infantis.E não, este não é um post pago.

As piadas nascem de um fato. Fato é algo que aconteceu. Logo, piada é (geralmente) baseada na realidade. E não adianta fazer cara feia ou falar que é preconceito e tal. (Quase) Toda historinha engraçada que você conta para seus amigos na mesa do bar, aconteceu de verdade com alguém.

Estão duvidando? Pois bem. Atualmente, dois vídeos estão fazendo sucesso na web; um da atriz e apresentadora do programa Saia Justa, do canal fechado GNT, Maitê Proença, e o outro da ex-dançarina do grupo de axé É o Tchan, Carla Perez.

O primeiro foi gravado pela própria atriz em uma viagem a Portugal. Ela mostra, além da bela paisagem, alguns pequenos erros cometidos pelos portugueses como a plaquinha que mostra a numeração de uma casa. O problema é que ela está invertida (foto)!

Já o outro não precisa de tanta explicação. Para quem já falou que a palavra escola começa com a letra I e isqueiro com a letra E, esperamos qualquer coisa!

O que? Tô pegando no pé das loiras? Há! Eu sou uma delas. E o pior, por opção!!

Veja então a humilhante participação da dançarina no programa do Sílvio Santos! Só para dar um gostinho... quando ele pediu para ela falar algo relacionado ao Alasca, ela disse Praia!

Bom, não se assuste se daqui a alguns anos um dos seus filhos chegar em casa contando uma piada nova que aprendeu na escola e você ter uma vaga lembrança de já ter ouvido isso em algum lugar...

Em tempo: Maitê Proença gravou outro vídeo pedindo desculpas ao povo português. Carla Perez devia fazer o mesmo, porém pedindo desculpas à humanidade!

14.10.09

Placa singela







O "dissionário Orélio" também "agradesce"!

14.10.09

"Çidadania"

A gripe do momento, que já foi esquecida por boa parte da população, assustou muita gente e exigiu dos governos de todo o mundo ações imediatas para conter a contaminação. Um simples espirro era motivo para afastamento de, pelo menos, uma semana do convívio social. Uso de máscara deixou de ser coisa de rei do pop para virar medida de segurança. Álcool em gel esgotou das prateleiras e estão presentes em quase todos os lugares públicos. Isso sem contar o tanto de gente de morreu assim, de repente, de gripe. Ou seja, o bicho pegou!

Essa foto abaixo mostra o desespero de um cidadão que, temendo pela vida de seus conterrâneos mirins, enviou um importante documento clamando por medidas, digamos, um pouco mais drásticas.

Veja o exemplo desse sujeito. Certamente tem muita saúde, para dar e vender. Deve ter passado a vida correndo até de piolhos só para não pegar doença na escola. Deve ter frequentado, no total, um ano de aula.

"Inforno-lhe", querido leitor, que saúde é bom e educação é necessário. "Sé" possível, devemos tratar desses dois assuntos com "energência" para que não faltem à população!

24.9.09

Lógica





Aí vem o Belo, que tem o apelido mais inapropriado do mundo pagodístico, e diz que é fácil ficar bonito quando se tem dinheiro. Sendo assim, podemos concluir então que ele não tem dinheiro, certo?




Michael Jackson também.

24.8.09

Humor negro

Credibilidade é conquistada com o tempo. E os veículos sabem bem disso. Só divulgue se tiver certeza que a notícia é, digamos, um fato. Caso contrário, perderá leitores, para sempre!

A coluna Zapping, apesar de ser um disseminador de fofoca (estilo que geralmente tem pouca credibilidade por fazer qualquer, sim, qualquer coisa para encher uma página), parece (eu disse parece) que busca a informação certa antes de publicar. Pode ser também por fazer parte da Folha...

Mas vejamos o exemplo a seguir. Uma primeira notícia foi dada causando certo estranhamento. Desfile com as roupas da Joelma, do Calypso. Mas depois, a explicação: o novo programa da Eliana terá humor! Aprenderam?

*Imagem alterada. Print retirado daqui e daqui.

21.8.09

Zé den d'água

A internet nos proporciou coisas lindas. Conhecer pessoas, encontrar a alma gêmea, ver lugares diferentes, saber de muita coisa sobre tudo, e por aí vai. Entretanto, exigiu que as pessoas tivessem mais cuidado quanto à privacidade. Se por um nome você já é capaz de vasculhar parte da vida de alguém, imagine por outros dados.

Mas o nosso amado G1 não pensa nisso. O que vale é a informação e a comprovação da mesma. Mesmo que isso coloque uma pessoa em, digamos, risco. No caso abaixo, muitas pessoas.


Agora todas essas pessoas terão que trocar o número de telefone e, quem sabe, o nome/ apelido! Isso se não não for preciso mudar de casa. E podem dizer que eu também contribui para um possível ataque de trotes, mas na boa, meu blog, infelizmente, tem menos acesso que o G1. Uma pena.

*Noticia retirada daqui.

Adoro jornalistas com senso de humor apurado. E gosto ainda mais quando eles conseguem inserir todo esse humor nas matérias. Sabe aquele detalhe que leva o leitor a entender a piada? Então. Percebem a piada na chamada abaixo?

* Não, não fui eu que modifiquei a chamada. Estava assim, "moles-tar". Entendeu a piada?
* Print tirado daqui. Óbvio que já desfizeram o erro!

19.8.09

Vida 2.0

Um mês. Há um mês eu entrava no ônibus com lágrimas nos olhos e deixando para trás uma mãe triste, também com os olhos molhados. Dois amigos olhando com cara de "não acredito que ela está indo".

Foram, talvez, oito anos de espera por aquele momento. Tempos de esperança, mas com muitos dias de desesperos por pensar que o sonho nunca se tornaria realidade. Muito choro, briga, decisões que não levariam nem à porta de saída. Eu ouvi e aguentei muitas coisas. E, de alguma forma, tinha certeza de que aquele não era meu lugar, não era a condição melhor para mim. Havia o conforto e, por que não assumir, comodismo, mas faltava de liberdade. Uma liberdade dura que impõe limites e determinação. Sim, era isso o que eu queria, mesmo que tivesse de sofrer. E onde o marasmo iria me levar? Pensava nisso todo dia e sabia que precisava tomar alguma atitude para mudar tanto de vida quanto de lugar.

Numa quinta-feira, que nada tinha de qualquer, uma pergunta mudou completamente o rumo que eu tinha traçado. No fundo eu sabia que essa era a oportunidade que eu tanto esperava, mas tive medo de não ter certeza. Passei a noite pensando, idealizando, imaginado. E assim aconteceu por mais três dias.

Acordei na segunda ainda sem saber que resposta daria. Na verdade eu pensei que tinha mais tempo para decidir. Mas num impulso, causado pela ansiedade e a repetição daquela mesma pergunta, resolvi.

Não, não acreditei que eu havia aceitado a proposta. Assustei, porém senti um enorme alívio e um certo frio na barriga.

Pronto. Decisão tomada, mãe informada. Hora de pensar na arrumação da mala. E assim fiz. Acredito que por intuição, já que quatros dias depois receberia a notícia que partiria em três dias. Exatamente no dia 19 de julho de 2009. Às 16hs.

Coração foi apertando, mas o restante do corpo já sentia uma euforia enorme. Despedi-me rapidamente dos amigos. Depois da família.

Um mês. 30 dias que experimento ser dona do meu nariz. Que tomo decisões sozinhas. Dias que sempre sonhei em passar e que, enfim, se tornaram realidade.

E todo aquele medo que senti de ser sozinha, de não conhecer ninguém, de ter responsabilidade no trabalho. Muita responsabilidade, por sinal! Eu pergunto: Para onde foi o medo? Há! Foi substituido pela alegria. Alegria mesmo, de verdade. Quase dá para pegar, eu acho. Só não tento por medo dela fugir.

Minha cabeça mudou. E mudou muito. Não entendo como, mas as coisas tomaram outro sentido para mim. Nada de auto torturas, choramindos, dramas ou qualquer coisa do tipo. Simplesmente consigo abdicar de uma certa coisa para obter outra. Simples, muito mais do que parece. E o bom disso é que acontece naturalmente. E entender isso não me deixou assustada. Mas feliz.

12.8.09

Uni-duni-tê

Muito tempo que não apareço por aqui, né. Desculpa gente. Mas sabe como é, não tenho tido muito tempo sobrando, ou seja, momento de ócio criativo nulo. E quando tenho não disponho de um computador perto. E anotar no papel me dá uma preguiça.

Ainda bem que existem blogs, jornais, G1 entre outros para acender a lamparina do meu juízo (aprendi isso essa semana numa novela que jura que mostra o dia a dia dos meus parentes distantes). E foi a partir de um blog que eu idealizei esse post. Nada demais, só me lembrou uma coisa que me aconteceu há, mais ou menos, dois ou três anos.

Tipo, placa de banheiro é uma coisa estranha. Sempre aqueles bonequinhos indicando masculino e feminino, em cores rosa/vermelho e azul. Existem algumas variações que, dependendo da papagaiada que colocam, confundem a gente e atrasa a entrada no tal lugar, o que pode ocasionar em completo desespero de quem tenta decifrar o código e até um certo "acidente". Pois bem, desse tipo já vi muitos. Cachimbo e chapéu (como se mulher não pudesse fumar cachimbo e homem não usasse chapéu), bolsa e chapéu (o chapéu aqui quer dizer que é de homem; óh, confusão), flor e passarinho (esse a pessoa tem que escolher o que mais se identifica), entre outros que não vou fazer força para lembrar agora.

Mas voltando ao caso, estava eu em uma festa promovida por estudantes de biologia, acompanhando meu primo, que na época fazia faculdade de biologia (!). No início foi tranquilo; a festa parecia normal como qualquer uma, apesar do nome: "Calitrix", espécie de macaco., me explicou o primo. De repente começam a chegar os bactérias e vírus, todos alunos do tal curso. Sim, estou falando de gente!

Cerveja vai, cerveja vem, palavras extremamente estranhas eram ditas por pessoas que vestiam verde e tinham cabelos que mais pareciam samambaias torradas pelo sol, nomes de bichos comuns eram trocados por palavrões horrendos que eles insistiam em dizer que eram o "termo técnico", entre outras coisas que são comuns entre eles. Só entre eles.

Eis que chega o momento de ir ao banheiro. Eu, como não sou tão besta assim, sempre pergunto para alguém onde fica o banheiro. Uma menina estranha, assim como grande parte dos participantes da tal festa (meu primo não está incluído) me aponta. Somente aponta. Era fácil, duas portas num canto da casa atrás de uma mesa gigante onde biólogos loucos comentavam suas experiências com Agriolimaceidae e Anacardium occidentale.

Como já estava um pouco alcoolizada e sem óculos, segui o dedo da moça e fui! Chegando lá na porta (lembrando que a vontade de usar o toalhete é proporcional à distância do mesmo) me deparo com os seguintes dizeres: XX em uma e XY na outra.

Pensei comigo: fudeu! Não tinha aula de biologia desde 2001, quando fiz cursinho! E agora, José? Onde eu entro?

Tentei esperar para ver ser alguém saia ou entrava de uma das portas. Assim pretendia distiguir onde era o banheiro mais apropriado para mim. Mas ninguém apareceu. E aquele monte de biólogo lá, cansados de saber o que era aquilo. E esse fato me fez morrer de vergonha. Perguntar? Nunca! Ia ser a atração da festa. Uma legítima Equus asinus em plena festa de biólogo!!!

Foi ai que usei toda minha intuição e pensei: Bom, eu quero fazer xixi, então vou entrar no XX! (gente, tava quase saindo, quase pingando, isso foi a única coisa que consegui raciocinar naquele momento de desespero e vergonha).

Entrei. Não tinha ninguém. Quando já estava numa situação mais confortável tentei lembrar daquela aula chata em que a professora explicava por que o povo nasce desse ou daquele jeito. Nada. Lembrava de um tal de XX e XY, mas não sabia quem era quem. Sabia que rolava uma mistura e tal, mas nada que me aliviasse o medo de sair pela porta errada.

Enfim, sai do banheiro XX rapidinho e, morrendo de vergonha, perguntei ao meu primo o que aquilo significava. Em tom de deboche ele disse que XX representava mulher e XY era homem. Depois me explicou alguma coisa sobre a tal junção dos dois e tal e riu. Nem preciso dizer que aprendi né. Mas ainda não entendo como funciona a mistura.

O que leva o leitor a clicar no link de uma matéria é a chamada. Foto também conta, mas se não tiver um bom título, que chame atenção e desperte curiosidade, não adianta. E o nosso querido G1 entende bem disso. Manchetes intrigantes estão por toda a home do portal e nos convida a ler a notícia. Ou melhor, nos obriga.

Vejamos o caso dessa chamada. Alguém sabe do que se trata? Digo, antes de ler a matéria, alguém tem ideia do que pode ser?

Também ficou curioso(a) em saber de que raios essa matéria fala? Então dá uma olhada. Aproveite e brinque de Jogo dos Sete Erros na matéria. É diversão garantida!

Estava ela, sentada no sofá, observando sua mãe jantar enquanto assistia a mais um capítulo da novela.

A mãe, uma senhora já de idade avançada, se concentrou na porção de arroz que havia no prato. Parecia até que tinha esquecido o restante dos alimentos que tinha à sua disposição.

Com um sorriso no rosto e um tom de brincadeira, ela disse à mãe:

_ Assim a senhora fica parecendo com Fulano (referindo-se a um de seus seis irmãos)!...

A senhora, que está na idade em que se esquece o próprio nome, arregalou os olhos, olhou para a filha à sua frente e exclamou:

_ O quê? Fulano tá caduco também?

Acordei de madrugada me sentindo bem, apesar de estar com fome, apesar de ter comido um sanduíche enorme do jeito que eu gosto. Mas estava, apesar da fome, me sentindo bem.

Talvez estivesse dormindo ainda. Talvez o sono me fez sentir um bem estar de alma leve e lavada. E logo tive vontade de andar. Não de madrugada, por que para mim, 8 da manhã é madrugada. E pela falta de luz na janela, não deveria ser nem 4 horas.

Pensei: _ Quando acordar vou comer alguma coisa (nesse momento ouvi meu estômago dizendo: Já era tempo, né!) e andar. Sim, vou andar.

Porém uma coisa me trouxe à realidade e tirou toda a esperança de acordar, comer e andar. Um fato estranho e, por que não dizer, constrangedor. Eu não tenho tênis.

Parem de rir. É sério. Eu não tenho tênis. Nem um par sequer. Na verdade, o único que tenho foi usado pela última vez em meados de 1999. Ou seja, é muito tempo. E não que meu pé tenha crescido mais ou que o pobrezinho tenha saido de moda (mesmo porque, tênis não sai de moda). Mas ele está detonado. Não posso utilizá-lo. Mesmo. Nem sei porque ainda está aqui em casa.

Após esta constatação meu corpo pesou. Como assim eu não tenho um tênis? E nem me venham falar que muita gente não tem o que comer e eu aqui reclamando disso. A questão não é essa. Inclusive, me preocupo muito com quem não tem o que comer, mas eu ter um par de tênis de camelô não matará a fome mundial. Isso é fato!

E por falar em camelô, taí um um motivo pelo qual eu não comprei um tênis para mim até hoje. Sim, por que engana-se quem acredita que eu pagaria R$ 500 nisso. Engana-se também quem acha que eu pagaria R$ 100. Não, um calçado não vale tanto. Calçado não é uma coisa que você escolhe se quer andar com ou sem. Você tem que andar com um. Claro, convenções sociais. Tente entrar em um restaurante descalço. Tá, em algumas cidades do litoral pode, mas estou em Belo Horizonte. Se você for à padaria que fica abaixo do seu prédio o povo te olha com cara feia e você corre o risco de ser expulso sem pãezinhos.

Então, voltando no camelô. Como sou mão de vaca o suficiente para não pagar caro numa coisa que todos deveriam ter, espero a oportunidade para ir a um camelódromo e comprar. Não que eu não vá! Eu vou, mesmo porque adoro coisas baratas e, só em um shopping Oiapoque da vida que a gente encontra. Ou você acha que eu compro relógio de R$ 298,49 sendo que um idêntico está por R$ 15! Nunca! E outra, os dois vão acabar um dia. Melhor saber que eu gastei menos com um que durou cinco anos do que dar minha vida a um que não vai me acompanhar até minha próxima encarnação.

Voltemos ao foco do post. Outro problema encontrado por esta que vos fala trata-se de prioridade. Até hoje não consegui colocar um simples par de tênis no patamar acima de um vestido, por exemplo (estou abolindo a tal da calça jeans da minha vida. Qualidade de vida acima de qualquer coisa). Ou de uma buginganga qualquer. Isso por que eu não tenho costume de usar tênis. E aí você me pergunta: _ Então, para que comprar se você não usa?

Ora, para o dia em que eu acordar no meio da madrugada, com fome, tenha pelo menos a certeza de que tenho um par de tênis barato no armário para o caso de ter uma vontade súbita de usar um dia!

Isso já me aconteceu antes, mas com chinelo. Sim, teve uma época da minha vida em que eu não tinha chinelo. Mas isso fica para outro dia em que eu acordar no meio da madrugada, com fo.......



Você está lá na festa, bêbado, chamando urubu de meu loiro, vendo gêmeos em cada rosto, catando cavaco ao passar por um pequeno top e, quando chega no bar para pedir aquela bebida com álcool que vai te deixar pior do já está, vê duas luzes no fim do túnel!

Ah! A salvação! Um lugar que vende "Nescauzinho". Por que se não aguenta bebe leite, se não aguenta mais, bebe Nescauzinho! E óh, tá barato!

É por essas e outras que a gente tem que dar valor aos artistas que se promovem através de shows, boas músicas e entrevistas interessantes.

Vê essa ai do lado. Claudia Leitte. Aspirante a musa baiana (por que antes dela tem muita gente realmente boa), essa cantora faz de tudo para aparecer. Outro dia declarou que o filho não teve meningite. Detalhe, quando o menino estava internado, ela deixou o Fantástico "cobrir" todo o seu "drama". E por que ela falou isso? Para não sujar a carreira dela. Duvida? Leia então!

Agora ela resolveu divulgar seu aniversário. Não queridos, essa foto não foi obra de um paparazzi ávido por uma exclusiva. Dá uma olhada na informação abaixo do título. Viu? "Divulgação". Com direito a pose e tudo, já que o carrinho da montanha russa nem tinha saído do lugar e só ela está berrando como louca! Tipo: Nossa, olha como eu me divirto com minha mania de gritar na montanha russa!! Sem contar a antiga amizade dela com a Adriane Galisteu que apareceu lá para provar que ela é fina e pode sim fazer como a Hebe, comemorando mais um ano de vida em meio a famosos num parque de diversões.

* Foto editada. Original aqui.

Quer outro exemplo clássico?

* Foto editada. Original aqui.

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