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31 de julho de 2008

Pede bença...

Então, pela primeira vez, em toda minha vida, eu fui madrinha. Claro que isso significa muito para mim. Não tenho irmãos, portanto não terei sobrinhos para "madrinhar", o que me leva à dolorosa conclusão que, se continuar solteira, nem para titia ficarei. Enfim.

Alguém confiou em mim e me chamou para se madrinha de casamento. Tá, não sou dinda de mini-gente, mas sou! E a pessoa que me chamou também não é assim tão normal. Na verdade eu espero por esse casório há 10 anos!!! Sim! Desde os meus singelos 15 aninhos que ouço o tal convite. Estava perdendo as esperanças...

Confesso que, momentos antes, ainda duvidava do convite. Mas lá estava eu, relativamente bonitinha, de vestido emprestado e sapato apertado. Tudo pelo glamour.

Fiquei fazendo hora e vi um casal que me parecia familiar. Olhei para a mulher, ela olhou para mim e disse:

_ Marcellaaaa!!!! Tudo bem? Quanto tempo...

Abri meu sorriso amarelo, estufei o peito.

_ Oi! Tô ótima e você? Quanto tempo menina...

Assim fiz com o marido dela. Cumprimentei, perguntei como estava, se já tinham filhos. Ele até me mostrou a foto, um lindo menino. Chamei para sentar na minha mesa. Fui na frente, sentei no meu lugar, ao lado da minha prima e já fui informando:

_ Tá, sei que os conheço, mas não sei de onde e não faço idéia de seus nomes...

*Deixa eu explicar: Há muito tempo eu morei em outra cidade. E foi na época em que mais se conhece pessoas, na adolescencia. Só que, com a mudança e o tempo que passei sem ir lá, eu, que não sou boa de nome nem de fisionomia, esqueci das pessoas. Não que elas não representassem nada. Mas elas envelheceram e ficaram diferentes. O problema é que TODOS me reconhecem e me chamam pelo nome. E eu, com cara de paisagem, sorrio e cumprimento. E ainda pergunto como estão. Esquecer pode, se sem educação não.

Minha prima teve que se apresentar para saber o nome deles. E eu, com minha cara de pau, me desculpei por ser tão sem educação de não apresentá-los. Aff!

A moça do cerimonial começou a convocar os padrinhos. Não sabia que precisava de tantos. Deve ser para o caso de um dos noivos tentar fugir... é mais gente para segurar. Como meu nome não era pronunciado, fiquei preocupada, aliviada e envergonhada, tudo ao mesmo tempo.

Alguém gritou:

_ Marcelaaa!!!

Saco! Não era eu. Nunca tem pessoas com o mesmo nome que eu, quando tem, não era para ter. Pô, isso confunde. Mas tudo bem, a outra também era peça fundamental na cerimônia. Era sobrinha da noiva e porta aliança. Um nível acima do meu.

Minha prima me disse:

_ Oh, retardada! (ela é sempre muito carinhosa!) Vai lá ver se seu nome tá na lista.

Abaixei a cabeça e fui. M-o-r-r-e-n-d-o de vergonha. Parei atrás da tal mulher que "cantava" os nomes e bravamente me atrevi a ler os pares (digo 'bravamente' porque estava sem óculos). Meu nome era o último. Senti alívio e uma certa raiva. Como assim, meu nome por último?

Mas estava lá! Incompleto, pois faltava um "l" (Marcella!!). Mas isso não importava naquela hora. Nome na chamada, restava saber quem era meu par. Sim, amigos. Foi como um encontro às escuras. A noiva, semanas antes, disse que não me contaria. Era surpresa. Medo, muito medo.

A mulher então gritou:

_ Marcelo e Israeeeel.

Se não tivesse olhado a lista, ia ficar sentadinha pensando como a noiva é moderninha e corajosa (a cerimônia foi evangélica). E como num passe de mágica a vergonha sumiu e eu disse:

_ É MarcellAAA!

A mulher, que até então não tinha percebido que eu estava ali, virou-se e gritou:

_ Cadê seu paaaar??

Engoli seco. Metade das pessoas que estavam no casamento me olharam estranho.

_ Quem é meu paaaarrr???

Gritei sem hesitar. Mas depois não consegui olhar para ninguém. Vergonha. Até que ele se apresentou. Bonitinho até, gostei. Alguns segundos depois:

_ Eu te conheço!

Fudeu!! Pensei comigo. Mais um que sabe quem eu sou e eu não faço idéia de quem seja. Tentei passar um filme na minha cabeça para ver de onde eu conhecia. Sim, porque momentos antes de irmos para o casamento, minha prima me falou que eu fiquei com um cara, há muito tempo, e eu simplesmente não lembro. Segundo ela, dei apelido para ele. Apelido esse que o chamam até hoje! Fiquei com medo de ter sido ele. Sem nada lembrar, resolvi abrir o verbo:

_ Foi mal, moço (eu e minha ridícula mania de chamar os homens de moço)! Mas eu NÃO lembro de você. Inclusive, eu não lembro de 95% das pessoas que me conhecem!!

Coitado, fez uma cara de assustado. Daquelas que dá vontade de tirar foto.

Com a situação devidamente esclarecida (não, não tinha ficado com ele, ufa!), posicionei-me na fila. Para não ficar no ar, entrei na frente do casal amigo, que também foram chamados para apadrinhar a união.

Hora de entrar. E agora? Como que anda? E se o tapete enroscar no meu salto? E se eu cair?

E o meu par lá, esperando eu dar o braço para ele. Ah! Eu ia saber que tinha que dar o braço? O braço eu não sei dar não...

*Já adianto (ahã, depois de escrever isso tudo) que esse post vai terminar super sem graça. Desculpe. A história não é engraçada, muito menos interessante. Eu ia contar uma coisa e acabei me estendendo um pouquinho só, quase nada.

E o casório foi lindo, correu tudo bem, chorei mesmo. Fui sentar e chamei o par. Acho que ele ficou sem graça, por que eu fiquei completamente idiota depois do casório. Andando atrás da noiva com a câmera na mão e falando pelos cotovelos. Mas fiquei sabendo, por ele, que tinha outro compromisso e por isso não ficou... enfim, tentei.

Vi uma amigona, que junto com a noiva, agora casada, eu e a prima formávamos um quarteto terrível. Terrível no sentido de impossíveis. Impossíveis no sentido de peraltas.

Eis que chega uma outra moça. Cumprimentou a prima, a amigona e, quando olhou para mim, disparou:

_ Marceeeelllllaaaaa! Como você está diferente!

Caramba (para não falar outra coisa)! Quem era aquela? Se eu tô diferente, como ela me reconheceu??? E os outros integrantes da mesa, vendo minha cara de desespero, auxiliam:

_ Ela é lerda. Não lembra das pessoas. Se bobear nem dela!

Amigos de verdade aparecem nas melhores horas, né! O que aconteceu? Tive que me desculpar, de novo! Mas depois me lembrei quem era.

E assim termina a minha história de amnésia. Eu falei que não tinha nada demais. E não preciso falar que virei chacota intermunicipal, né. É só ver alguém que já falam:

_ Marcella? Há! Ela não lembra de ninguém e todos lembram dela! (Risos, muito risos)

*Só para constar: eu posso não lembrar do nome, da cara, de onde mora, de que é filho. Eu, no máximo, acho que as pessoas se parecem muito com alguém que eu conheço, e que também não me lembro quem. E na verdade, são elas mesmas. Mas lembro de data de aniversário que é uma beleza!! Deveria até falar com as pessoas: "_ Oi! Você é aquele (a) que faz aniversário no dia tal, não é?" Certamente ia ser ovacionada! Outra coisa, lembro de situações simples, que ninguém lembra. Tipo o dia em que a tampinha do refri caiu e foi difícil de pegar. Fui clara??

30 de julho de 2008

Da série "Cartazes que amamos"

Em uma simples ida à padaria numa tarde de terça, deparei e reparei em duas coisas. Uma placa de proibição e um anúncio.

Claro que percebi que algo estava errado e pensei: _ Tenho que colocar isso no blog! Como aqui está virando um espaço de (in)utilidades, e o formato tem feito sucesso, não poderia deixar de colocar.

Observem bem a placa ao lado. Viram algo diferente? Parece normal, né. Olhe mais um pouco. Nada? Prestem atenção no desenho. Tcharã!! Aí que está o erro, ou não. Dentro do círculo temos um animal, daquele irracional, e um outro tipo de animal, mais irracional ainda. Viram agora? Animais irracionais, ilustrado por um cachorro, não podem adentrar o recinto. E animais menos irracionais ainda, como o bípede ao lado, mais conhecido como "pessoa humana", também não!!! Portanto, a tal padaria só pode ser frequentada por vegetais e afins...!



Leia o enunciado. O dono da tal Belina deve ter consultado um pai de santo que lhe falou: "_Você terá uma perda muito grande , meu filho. E será aos vinte e um dias do mês do desgosto do corrente ano". E o cara, antecipando-se, resolveu espalhar esse cartaz por todo o bairro. Então, no dia 21/08/2008, se ver uma Belina branca rodando por ai, informe!!! Aproveite e peça o telefone do tal pai de santo, pois ele deve ser bom mesmo!


28 de julho de 2008

Que beleza

Já não é novidade, mas não é por isso que vou deixar de registrar aqui. Como já devem ter percebido, adoro informações inúteis sobre pessoas igualmente inúteis.

Belo, noivo da She-ra, irá lançar seu mais novo CD, quentinho, saído do presídio forno. E geralmente esse povo (entenda como cantores de 1578ª categoria), para sensibilizar as pessoas e fazer com que os trouxas fãs o venerem ainda mais, falam aos quatro ventos que o trabalho foi feito de coração, baseado (!!) nos últimos acontecimentos de sua vida e blá, blá, blá.

Então, trabalho pronto, hora de dar um nome. Claro, que combine com o atual momento do traficante artista. E como um toque de mágica, eis que surge o brilhante nome: Para ver o sol brilhar.

Queria ser dona de uma premiação como o Grammy, para fazer uma homenagem à pessoa que deu esse título ao CD. Pensem no correto uso da mensagem subliminar, já que a capa do CD é quadrada!!! E mais... o CD é um objeto redondo com buraco no meio, onde todos metem o dedo! Certamente tem a ver com muitos momentos que Belo, o pagodeiro fora da lei, passou encarceirado! Pensa que acabou? Não!!! Na capa ele aparece com um microfone em uma mão enquanto a outra está para atrás. E eu pergunto por quê, meus amigos? Para mostrar a vida dupla que ele leva. Cantando de dia e preso à noite!!! Genial!

Não é incrível? Sacada de mestre! Aposto que muitos de vocês devem estar pensando: _ Putz, queria ter pensado nisso! Eu também, queridos leitores, eu também!

E para finalizar o trabalho de divulgação, Belo decidiu colocar no seu site um vídeo em que apresenta o tal CD. Mas como nem tudo são flores, sua equipe cometeu um grave erro. Sim, o Belo aparece no vídeo. E o pior, ele fala!

Bom, para quem tem estômago forte, assista. Quem não aguenta assistir nem o filme do boneco assassino, por favor, não clique no link! Mas quem for forte o suficiente terá uma surpresa: o endereço... dê uma olhada que vale a pena!


--> Em tempo: procurando uma bela foto do Belo no momento mais sublime da sua carreira, digitei algumas palavras no Google e deparei-me com inúmeras fotos do queridíssimo presidente Lula. As palavras-chaves: "Marcelo Pires Vieira" algemado. O tal do Marcelo é o Belo em questão. Já o algemado...


24 de julho de 2008

Shame on you!

Uma menina de nove anos ganhou na justiça o direito de mudar de nome. O fato ocorreu na Nova Zelândia. Não sei se chocou o mundo, mas eu estou boba até agora.

Os pais, que hoje são separados, certamente não queriam ter filhos; acham que, só porque é criança, tem que 'brincar' com a cara dela; eram hippies ou (muito) revoltados; queriam, se tivessem filhos, que fossem bailarinos ou boêmios; e tinham o sonho de aparecer no G1.

Sentem-se. É sério. A coitada se chama "Talula Does The Hula From Hawaii", que em português significa Talula Dança a Hula do Havaí. Estavam sentados? Eu avisei. Agora vocês estão sentindo uma dó danada dela? Eu também.

Malditos pais. Há nove anos já existia camisinha e anticoncepcional. Não precisava jogar toda a culpa na garotinha.

Bom, agora ela está sob custódia do tribunal neo-zeolandês até que o nome seja alterado.

E como hula é uma dança muito sem graça, sugiro Talula Doesn't The Hula From Hawaii. Ou então, uma versão mais alegrinha: Talula Does The Samba From Rio.

*Desculpa, não me aguentei e adaptei a piadinha.

21 de julho de 2008

Num dô!

Não sou de dar esmolas. Não acho correto. Prefiro dar roupas, comida, calçado e tal.

E hoje mais cedo, quando fui comprar um lanche, uma senhora, muito (muito mesmo) arrumada me parou. Ela estava com roupas limpas e aparentemente novas, cabelo ajeitado (parecia recém lavado), maquiagem, sapato bonito e não gasto. Achei que ela estivesse perdida ou algo assim.

_ Eu não sou daqui e não tenho dinheiro para voltar para casa. Por isso peço uma ajuda. Pode ser qualquer valor.

Pensei que poderia realmente estar sem dinheiro. Ela pode ter saído na esperança de receber pensão/pagamento no banco, fazer retirada e não conseguiu ou ter tido um imprevisto. Eu estava com R$0,50 no bolso, troco do lanche.

_ É o que eu tenho agora. Ofereci já entregando a moeda.

Então, a senhora, fazendo cara de desdém tipo "eu tenho mais que isso" disse:

_ Pode deixar então. Você tem pouco dinheiro. Eu peço para alguém que pode me dar mais. Alguém com mais dinheiro vai passar aqui e me dar.

Fiquei alguns segundos olhando nos olhos da véia sem acreditar no que ela disse. Como assim? Não tem dinheiro para voltar para casa, mas não aceita pouco?

Sinceramente, agora duvido que não tenha. Aff! Caloteira!

18 de julho de 2008

Seu nome está na lista?

Há muito tempo não ia ao cinema. Muito mesmo. Estava até ensaiando uma visita à sétima arte, com cortesias que ganhei a milianos atrás, mas devido ao frio adiei (para sempre). E ontem, lá pelas 17h56m fui convidada por um amigo. Pré-estréia. Aceitei na hora mesmo sem lembrar o nome do filme. Tá doido? Nunca fui a uma pré-estréia. Nunca fiz parte do seleto grupo de convidados que podem assistir um filme antes dele ser lançado!

Aceitei na hora! "Quero", escrevi na singela janela preta do meu msn. E fui direto do trabalho. De tênis e tudo. Sim, por que pessoas descoladas vão a 'eventos' de tênis e calça jeans. E olha que nem era o cult All Star.

Chegando lá uma fila infernal. Em pleno inverno eu estava com a sensação térmica de 34 graus. A partir dali, percebi que nem tudo em uma pré-estréia é glamour (no Ego parece). Esperei o amigo chegar com o convite (sim, porque quando consigo chegar no horário marcado, as pessoas chegam atrasadas!). E como éramos pessoas Vip's (eu de con-vi-da-da, e ele de repórter mesmo) ganhamos um brinde (adoro brinde!): dois combos! Claro que na hora lembrei de um golpe de videogame. Mas me enganei (graças! Não estava afim de levar um 'aduquen' com 'rataturuguen' naquela hora). Era pipoca com Coca-Cola. Não gosto de pipoca, mas como estávamos num cinema, tudo bem. E a Coca era zero. Se tivessem dado chocolate teria ficado mais feliz.

Entramos, tudo normalzinho. Eis que me aparece outra amiga anunciando o filme (ela trabalha em agência que divulga filmes, fina). Adorei aquilo. Queria fazer isso uma vezinha só! E entra o diretor e o ator principal. Pensei que fosse ao delírio, mas não.

Não esperava muito do filme, confesso. Fiquei surpresa! Muito bom, mesmo. Surpreendente. Só um detalhe não me agradou. Uma propaganda extraexplícita de uma "emprestadora de dinheiro". Filme dos estrangeiro tem propaganda, mas é implícita. E essa não. Em uma cena, a marca ocupou metade da tela!!!!!

Filme vai, filme vem, comentários hilários foram surgindo. Nessas horas me lembro porque não vejo romances. Estávamos lá, quase em lágrimas e desejando que aquele momento que os personagens viviam fossem nossos. Os suspiros eram sincronizados, e como! E eu pensando: gente, também sou loira e não nasci na favela... cadê meu Dé???

Teminado o filme, chegou a hora do amigo trabalhar e eu espiar o movimento. Nada demais. A não ser do protagonista. Aff! Mesmo com aquela carinha de sujo e o bigodinho de trocador, eu queria. Demais. E fomos nós para o coquetel. Adorei ver aquele tanto de gente arrumado (falo de roupas) com cara de paisagem meio blasé. Todos fazendo cara de "acostumado como o tipo de evento", "não estou nem aí se o ator e o diretor estão a três metros de mim". Tirando duas adolescentes super produzidas que falavam com a mãe ao telefone: "Mãaaaeeee, tem um ator da globo aqui!". Nem o nome sabia! Tá, eu também fui sem saber muito, mas não liguei para ninguém!

Coitados. Fotos e mais fotos (para colocar no orkut), declarações e tentativas de se tornar amigão. Sim, por que essa gente não pode ver famoso que quer ter intimidade.

Enquanto o outro trabalhava, estava lá eu, de frente para o ninfeto (19 aninhos). Ele com cara de "me tirem daqui" e eu olhando de rabo de olho. Troquei umas poucas palavras e nem me apresentei. Sem educação? Não. Só não queria ser confundida com aquelas moças que interrompiam o pobre a todo momento.

Depois dessa noite, digamos, especial, eis que chego à minha conclusão. Ator, por mais gatinho que seja, é normal. Até demais. Diretor não causa comoção nenhuma. Tirar foto com eles para mostrar depois, é pura perda de tempo. Pré-estréia é legal, mas não é glamurosa. O que vale mesmo é ver um filme antes de todo mundo e de graça!

Então, se você não teve o privilégio de ser convidado, espere ser lançado e vá assistir. Só não vai ter a presença do ator-gato e do diretor-mamado. Ah! Sol de graça também não terá (se tivessem servido cerveja - skol, brahma, original ou bohemia - teria sido 38,4% melhor).


-> Nome: Era uma Vez...
-> Ator-gato: Thiago Martins
-> Veja o trailer do filme

15 de julho de 2008

Decadente

Ele já ganhou prêmio como melhor jogador do mundo, foi exemplo para muito moleque que está começando na carreira, namorou mulheres lindas, (pelo menos) tentou arrumar os dentes, jogou nos melhores times do mundo, firmou contratos milionários com grandes marcas, tornou-se o maior artilheiro em Copas do Mundo e ganhou dinheiro suficiente para não trabalhar mais.

Depois do estrondosso sucesso surgiram problemas no joelho, contusões, confusões, casamentos mal sucedidos, festas de arromba em motéis, contratos quebrados, travestis, escândalos, filhos e gordura, muita gordura, não necessariamente nessa ordem.

Fenômeno, o Ronaldo, tem apenas 32 anos e está como uma estrela, só que cadente: caindo, caindo. Enquanto isso nós acompanhamos a queda. Se ele está assim agora, imagina quando chegar no chão!!!!

11 de julho de 2008

Idéias

Sabe aquelas idéias bobas que, num primeiro olhar, são realmente bobas? Então, elas podem, num segundo olhar, ser super interessantes.

Imagina só: um monte de tranqueiras em cima de um scanner. Imaginou? Gostou? Estranho, né. Mas olhe melhor. Analise. Pense no por quê da escolha dos objetos, na disposição deles. E mais, coloque seu rosto também. Isso pode revelar coisas ou simplesmente ficar intrigante.

Aí você fala, franzindo a testa: Mas um monte de gente já colocou seu traseiro na máquina de xeróx! E não tem nada de legal nisso!
E eu falo com os olhos arregalados: Use sua imaginação! Xeróx é muito limitado... estamos falando de cores, profundidade (que não tem nada a ver com a bunda!), conceito...!

Essa idéia é colocada em prática por diversas pessoas pelo mundo e o resultado é mostrado no site Face your Pockets.

Então, separe seus objetos preferidos, faça cara de paisagem e scan it!!!!!!

9 de julho de 2008

Derreou...

Agora é moda a galera se internar em clínicas de reabilitação. Quase se matam de tanto usar drogas (no plural mesmo) e depois dão um de coitadinho-consciente-preocupado-com-o-mundo. Agora foi a vez do Steve-O entrar na onda.

O quê? Não sabe quem é? É aquele idiota cara que se estrepava todo no programa mais imbecil de reality show da MTV americana, o Jackass.

E claro, não poderia faltar a declaração! Todos tem que saber que a celebridade está querendo ter uma vida, digamos, digna e normal.

O mocinho em questão disse que quer alertar seus 'fãs' do perigo elas (drogas) fazem à saúde. "Usei tanta cocaína, quetamina, pcp e vários tipos de drogas que simplesmente meu cérebro derreteu", revelou Steve-O.

De acordo com G1, em 2006 ele entrou na Índia com drogas.
Detalhe 1: Na Índia, o tráfico de drogas é crime e passível de punição, que no caso é o enforcamento.
Detalhe 2: Ele colocou a droga em camisinhas e engoliu.

Pergunta: O cérebro dele derreteu antes ou depois do reality show?



8 de julho de 2008

Passado

Resolvi fazer algumas (poucas) mudanças no meu blog. Vi que tenho o link do blog (não tão) antigo e resolvi tirar. Pensei umas três vezes e abri.

Susto!

Estava passando por um momento difícil, do qual já não me lembro o motivo, mas percebi que (quase) todos os posts tinham comentário. Fiquei feliz como se eles tivessem sido feito nas últimas semanas. Mesmo que da mesma pessoa. O que me deixou também feliz, pois é uma pessoa que me conhece (muito) e eu a quero como amigo para toda a vida.

Alguns posts não falam nada demais, outros são reveladores. E de todos os comentários, escolhi guardar um em especial.

"Apanhe uma rosa dos ventos, quebre-a e defina, você mesma, o seu norte. Se a vida caminha por caminhos contrários ao que deseja, tome as rédias. Parece fácil né?! Mas será realmente tão difícil?"

Percebi outra coisa, escrevia menos e melhor. Na minha opinião. Pelo menos era direta. Talvez minha vida esteja prolixa demais. Ou não.

Enfim, o link continua e esse blog precisa de mais comentários. Sim. Isso foi uma indireta!


7 de julho de 2008

Avalanche

(Re) Conheço duas fraquezas minhas: frustação e solidão. Não sei lidar com elas. Nunca soube.

Lembro-me que fazia de tudo para não magoar ninguém, mas não via o mesmo empenho nas outras pessoas. Mesmo assim me dava por satisfeita pelo simples fato de ter ajudado alguém ou a feito rir. Se a bola de sorvete da criança, que passa com a mãe na rua, caísse no chão, eu chorava. Não por mim, mas pela criança. Ela muitas vezes nem ligava. E eu ficava triste.

Sempre fui assim. Sentimental. Não gosto disso. Sofri e sofro demais pelos outros. E por mim. Queria ser mais fria ou pensar somente em mim, mas não consigo. Nas raras vezes que consegui, me arrependi. Fiz tudo o que não queria ter feito por impulso. Só assim para conseguir, ou tentar, atingir quem me fez mal. E sempre caio no mesmo pensamento: essa pessoa me fez mal por que eu não a fiz bem? A culpa tem que ser minha. A outra pessoa não pode ficar triste.

E quando meus esforços não são o suficiente, sofro. Sofro muito. Me anulo e não tenho valor? Não ganho nada em troca? Não.

Sei que uma pessoa não tem que fazer minhas vontades ou viver do meu jeito só por que faço isso por ela. Faço demais. Quero demais. Isso incomoda. A mim e a você(s). E tenho consciência disso. Mas então por que tenho que viver da sua forma? Se eu não me "auto-anulo", você o faz. E como ficam meus sentimentos? Nulos.

Me sinto um instrumento. Para mostrar, para rir, para comer, para dar, para chorar, para passear, para entender, para fazer, para matar saudade. E depois que as vontades passam, o instrumento é deixado de lado. Já fez o que tinha que fazer. E ai se eu falar o contrário. Viro chata, mau humorada, recatada, infeliz, mau agradecida e o escambau. Por que sou o instrumento e tenho que servir. Não importa o que e a quem.

E se decido não sucumbir às vontades alheias, sou deixada de lado. Já devem ter achado um substituto. Até eu que eu me encante com uma pessoa que só quer me usar. E acho que ela quer me usar por que gosta de mim e eu sou necessária, importante. Mas não, não tenho todo esse valor. Então frases como "não dá mais", "não rola", "não tem química" surgem em meus ouvidos. Tá! Já sei! Não precisa repetir nem gritar. Estou, novamente, deixada de lado. Já fiz meu serviço agora tenho que sair.

Confuso demais. Não pense que falo de amor. Não somente. Em tudo. Generalizando, eu? Não. Sou uma espécie de psicóloga de mim mesma. Preferiria que outra pessoa me dissesse que tenho que aprender a lidar com desilusões. Mas não preciso por que eu sei que preciso. Seria bom somente para reafirmar. Mas não quero que um estranho perceba o quanto sou frágil e besta.

Escrevi algo que já me arrependi. Mas agora foi. E será lido. Talvez replicado. Sei qual será a reação. Mesmo que não a veja. Ops! Fiz papel de idiota! Fiz o meu papel. De idiota. E não será interpretado da forma que eu queria. Paciência. Quero algo novo. Mas quero algo novo que me dê tudo o que eu tenho para dar. Sim... quero olhar nos olhos e saber que será enterno enquanto dure. Quero poder ligar sem medo e ouvir: "também estou com saudade". Quero algo sério que me traga segurança. Algo sério que não pareça tão sério. Leve, tranquilo.

Tinha prometido para mim que não escreveria sobre essas coisas aqui. Por vários motivos. Não quero que vocês, leitores, pensem que estou no fundo do poço. E não estou. Sei o quanto é desagradável ler um texto depressivo. Ninguém volta a não ser que esteja depressivo. Escrever assim é o mesmo que falar "ei! alguém aí quer me ouvir?". Desabafo. Queria poder falar isso para uma pessoa em especial, mas o tempo acabou. Uma outra não iria querer ouvi. E uma terceira não entenderia. Não quero falar disso com mais ninguém. Outra coisa, todos começam a perguntar se estou bem. Gosto disso. Não reclamo. Me sinto amada quando se preocupam comigo. Mas não quero meus leitores e amigos preocupados comigo. Meu conflito é interno com algumas intervenções externas.

Sinto-me profundamente excluída e sozinha quando não faço parte da vida das pessoas que gosto. Ninguém tem que abrir seu diário para mim ou estar o tempo todo comigo. Mas me sinto assim. Fotos, fatos... e eu não estou. Sábado me senti fazendo parte de alguma coisa. Coisa importante para mim. Muito. Me ouviram, riram comigo e não pediram nada em troca. E sei que vai continuar assim. Lá me sinto importante. Mas dos outros eu nem sei mais. Conheceram outras pessoas, frequentam outros lugares. E a velha Sing ficou para depois ou até algum dia. Falei disso no post anterior. E isso ainda me incomoda. Faço o mesmo. Vou a lugares diferentes e conheço novas pessoas. Mas sempre penso que poderia ser melhor se novos e antigos se unissem. Coisa minha.

Meu telefone não toca, minha caixa de e-mail só tem propaganda e corrente. Cartas? Nunca mais. Logo eu que procuro para não deixar ninguém sozinho. Que lembro de aniversários, situações, canções. Para que? Seria demais pedir ao menos um scrap como retorno? Nem que seja isso. Todos a minha volta estão bem em alguma coisa. Até os que pensei que não ficariam. Fico feliz por eles. Sinceramente. E fico triste por mim, que não saio do lugar. Sinceramente.

Tenho problemas com idade. Não tenho medo de envelhecer. Tenho medo de ficar velha e continuar como estou. Não tenho nada, não sou nada. Quantas pessoas na minha idade, ou mais novas, estão bem financeiramente, sentimentalmente, psicologicamente? O que eu consegui até hoje? Pouca coisa. E me sinto péssima por isso. Não imaginei que fosse assim. O tempo passa e as coisas não progridem. Não sou jovem e não sou adulta. Não por que quero, mas porque não tenho alegria e tempo de jovem, nem maturidade e sucesso de adulto.

As idéias foram jogadas aqui aleatoriamente. Não saberia, pelo menos nesse momento, colocá-las em ordem. E não fariam diferença. Tinha muito mais coisa para falar. Mas assim como a voz, as palavras estão engasgadas. E ainda tenho um longo dia pela frente. Até dormir e acordar num novo dia, uma nova perspectiva, vai demorar. Até lá, muita coisa vai se passar pela minha cabeça. Talvez deveria aceitar a proposta. Sair para nunca mais. Mas até isso vai demorar.

"De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas dentro da sua cabeça?"
"Me diz como é que eu vou fazer para desenrolar"